Monday, February 18, 2008

Que final?

Depois de ter visto "On Dangerous Ground" (Nicholas Ray, 1952) esta manhã, só li este texto do Tiago, lembrava-me de ele ter escrito algo sobre o filme há pouco tempo. Dava-me jeito uma folha da cinemateca escrita pelo Bénard para contar a história da produção (e para o resto, claro, ninguém escreve como ele). Isto para falar no final do filme. Diz o Tiago que o Ray não ficou contente com o resultado e eu imagino que tenha que ver com o final. Não acredito que o happy end que chega já depois do personagem de Ryan regressar à cidade, mesmo que perverso, seja de Ray. Só pode ser da RKO. Se me disserem o contrário, não acredito. Repito: o happy end é perverso, sim, mas ainda assim é demasiado happy para o que conheço de Ray. Para todos os efeitos, o filme é excelente.

5 Comments:

Blogger Peeping Tom said...

"Nicholas Ray had wanted a more downbeat ending in which Wilson tries to reconcile with Mary, but she spurns him, asking him, "What difference does it make?". Wilson then returns to his job but with a newfound sense of calm. However, RKO made Ray film a new ending which is in the film.". Tens toda a razão. O final soa um bocadinho a falso, sim, mas acho que é um enorme punch emocional.

6:18 PM  
Blogger Daniel Pereira said...

É, de facto. E o filme é à mesma magnífico assim. Mas dado o filme ser do Ray, aquilo fez-me confusão.

7:08 PM  
Blogger ventura said...

é sublime, de um humanismo fabuloso, a personagem de Ryan - talvez o meu actor favorito - está genial...e aquelas paisagens geladas...mas a folha do Bénard é fundamental...
Mas há um Ray que a mim me deixa sempre mais KO: "in a lonely place"...a raiva de Bogart...tão gélido e tão tocante, frágil... deixa-me arrepiado...Ray é unico

8:21 PM  
Blogger Daniel Pereira said...

Entre "In a Lonely Place" e "Bitter Victory" não consigo decidir.

8:37 PM  
Blogger ventura said...

pois e no meu caso ainda considero o Guitar e, claro, o mais belo filme a 3 do mundo: Rebel Without a Cause, penso que será impossivél cada um de nós não nos revermos, nem que seja um bocadito na personagem de Dean...por qualquer dos angulos...
Mas já agora o livro do Bénard sobre o Ray, as folhas, são das melhores coisas alguma vez escritas...se precisares de qq texto é só dizer que eu digitalizo, na boa...

8:48 PM  

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